Nós

Desperdiçado,
sua duração, calcada no agora, me esmaga,
a todo segundo, o idealizado futuro, embaça,
nos consome, e lá vem mais uma rusga.

Afixado,
dócil à esta maldita rédea, que asfixia,
dá-se à satisfação, triunfo tolo, à ilusão,
o entrelaçamento, onde esta, continua, não se desfaz.

O sagrado feminino

A luz, vinda do céu, ilumina a atmosfera. Vê-se, no solo, uma manifestação. Vestida de flores, uma nova mulher nasce, tendo a terra debaixo dos seus pés e um tronco, que sobe até o céu sobre a sua cabeça.

Ela geme. Está na puberdade. As dores do fluxo e o incômodo da cólica a faz ter ânsia.

Há outro sinal no solo. Eis que um córrego vermelho rico, que tinha sangue e tecido uterino, de nitrogênio, de potássio, de fósforo, brota. Seu rastro, parte dela, deixado no subsolo a raiz elevará ao tronco, e lançará-as as folhas.

Escolhas

Dividido, busco nas lembranças o galho que me salvará desta enxurrada.

À deriva, o rio logo se bifurcará e não sei qual devo seguir.

Minhas chances estão escasseando a cada novo fracasso.

No centro de meu corpo sinto um precipício, duas estranhas. Gostaria fossem uma…